
Lembraram-se os senhores da troika, coadjuvados pelo Governo vigente, investir no ATAQUE às Juntas de Freguesia... Se esta é agregada àquela , se aquela se mantém, o problema das urbanas contrapondo à problemática das rurais... Enfim uma panóplia de argumentos que não se compadecem com várias vertentes que, a meu ver, são muito mais fortes para a sua manutenção do que para o seu derrube (agregação a outras) descaracterizando-as, numa manobra algo nebulosa e altamente complexa...
As Juntas de Freguesia na prática, tratam de atestados, cemitérios (algumas), canídios, gatídios, mercados( algumas) e pouco mais! Porém no terreno a realidade é bem diversa e coloca por terra a pouca importância que pretendem atribuir-lhes.
Para já é o organismo estatal que mais próximo está das populações. É às Juntas de Freguesia que os cidadãos acorrem para tratar de tudo e mais alguma coisa. Desde preenchimento do IRS aos problemas de fome, de carências de toda a ordem, das más instalações em que muitos vivem, da falta de dinheiro para pagar algumas contas de gás, da eletricidade, do simples alimento que não têm dinheiro para comprar, de falta de agasalhos, de falta de colchões, de arruamentos degradados, daquele fio que está pendurado às suas portas. Do serviço e interacção que têm com estabelecimentos de ensino, de programas culturais que levam a efeito, de bolsas de voluntariado, de força de auxílio e retaguarda das Câmaras Municipais em tarefas de parceria e ajuda na resolução de problemas de toda a ordem e espécie. Uma ajuda preciosa que não se pode, nem deve escamotear e resumir ao epíteto de insignificante ou facilmente suprimível.
Basta lermos os jornais, falar com as populações, ouvir conversas aqui e ali, para facilmente chegarmos à conclusão de que as Juntas de Freguesia estão muitíssimo mais próximas das populações, incluindo as urbanas, do que as próprias Câmaras Municipais. Tratam de assuntos variadíssimos, têm uma dinâmica muito própria, fazem de tudo para agradar e ajudar os seus fregueses, sendo uma espécie de 112!
Não vai ser fácil, não vai ser consensual, não vai ser justo, não vai ser compreendido este pôr de JUNTAS DE FREGUESIA NA BERLINDA!!!




